Seriam apenas as árvores capazes de absorver carbono?

A maioria das pessoas imaginam que não exista nada além das árvores para ajudar a regular a temperatura global e amenizar as toneladas de dióxido de carbono que lançamos na atmosfera. Porém, John Harrison especialista em tecnologia de Hobart, na Tasmânia (Austrália) diz o contrário com a sua grande invenção.

Harrison desenvolveu um novo tipo de cimento ecológico que ao invés de conter carbonato de cálcio possui carbonato de magnésio ao qual ele diz ser capaz de reduzir o ritmo de alteração climática sem alterar qualquer operação da vida moderna. Ainda não aprovado o uso do cimento sustentável Harrison está decido a convencer o setor de construção a adotar a sua ideia.

 

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Harrison com um bloco de cimento sustentavel

Como diz Harrison “o Protocolo de Kyoto foi um bom esforço”. “Mas errou em presumir que as árvores eram a única coisa capaz de absorver o carbono presente no ar”. Com isso o seu plano é substituir o comum ubíquo cimento Portland pelo o seu “ecocimento”. Esse material a base de magnésio, diz, “pode ser mais barato de fabricar do que o cimento Portland, mais durável e além disso seria capaz de acumular CO2”. Logo ele alega que se o setor de construção ouvisse as suas ideias, as cidades e suas periferias seriam um grande mecanismo de absorção de dióxido de carbono tão eficiente quanto a grama e as matas naturais.

Praticamente todo o mundo é constituído de cimento Portland, um material inventado em 1824 por um pedreiro chamado Joseph Aspdin. O problema é que até para a síntese desse cimento há despejo de dióxido de carbono em grande quantidade, pois é necessária uma grande quantidade de energia para elevar as temperaturas dos fornos de cimento que precisam estar a cerca de 1450ºC para tostar o carbonato de cálcio.

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bloco de cimento Portland

 

Calcula-se que para cada tonelada de cimento Portland criado nos fornos, é despejado uma tonelada de C02 na atmosfera. A produção desse cimento é responsável por 7% das emissões artificiais totais de dióxido de carbono no mundo, sendo que sobe para 10% em países que se desenvolvem rapidamente como a China.

Portanto, seria viável persistir no cimento de Harrison?

Referencias:

http://www.forumdaconstrucao.com.br/conteudo.php?a=31&Cod=866

http://pt.wikipedia.org/wiki/Di%C3%B3xido_de_carbono

 

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